Northridge Airbase

Base Aérea

Única base aérea funcional conhecida, onde pilotos independentes operam voos de carga entre as regiões sob acordo entre a Free Coalition e os Dust Runners.

Última edição em 07/07/2026, 04:44 por Admin

Northridge Airbase

Erguida no extremo norte da Military Zone, a Northridge Airbase é o único aeródromo funcional de que se tem notícia. Suas pistas rachadas mas inteiras, seus hangares de teto alto e sua torre de controle silenciosa fazem dela algo raro no mundo de 2115: um lugar onde o céu ainda pertence, de vez em quando, a seres humanos.

A base antes do colapso

Antes de 2060, Northridge era um centro de logística aérea militar: esquadrões de transporte pesado, depósitos de combustível de aviação e oficinas capazes de desmontar e remontar uma aeronave em dias. Foi essa vocação para carga — e não para combate — que a salvou. Quando THE SYNC varreu as redes, os sistemas de Northridge eram antigos, redundantes e, em boa parte, analógicos. As pistas e os hangares atravessaram o colapso praticamente intactos.

O ponto de partida da Black Signal

Em 2061, a base viveu seus dias mais movimentados. Foi de Northridge que partiu a coluna logística da Operation Black Signal, a ofensiva do General Marcus Hale contra as Relay Towers. Caminhões, munição e as últimas aeronaves militares em condição de voo saíram daqui rumo ao fracasso. Muitos veteranos dizem que a base nunca se recuperou daquele silêncio: os esquadrões que decolaram não voltaram, e os hangares vazios ficaram como monumento involuntário à derrota.

Os pilotos de 2115

Hoje, Northridge funciona sob um arranjo frágil e valioso: um acordo negociado entre a Free Coalition, que garante a segurança do perímetro a partir de Fort Liberty, e os Dust Runners, que fornecem combustível, peças e carga através de suas caravanas. Quem voa, porém, não pertence a nenhuma das duas — os pilotos de Northridge são independentes, uma irmandade pequena e ciosa que recuperou aeronaves de carga do período pré-colapso e as mantém no ar com solda, canibalização e teimosia. Um assento ou um espaço no porão de carga se compra caro, em geral em mercadoria, e as rotas ligam a Military Zone às regiões distantes em horas, não em semanas.

A Rede Aérea

Northridge é o centro de uma roda cujos raios tocam quase todas as regiões: a base mantém, abastece e conserta; as regiões oferecem apenas pontos de pouso menores, cada um com suas regras e seus perigos. São cinco os destinos regulares da rede:

  • Seaview Airfield — o aeroporto costeiro em ruína cuja pista parcialmente limpa liga a costa ao resto do mundo.
  • Greenfield Airstrip — a antiga pista agrícola do sul, o pouso mais seguro da rede, mantida em acordo com New Horizon.
  • Riverwatch Seaplane Dock — o cais de hidroaviões das terras dos rios, onde a água faz as vezes de pista sob a autoridade de Captain Briggs.
  • Cargo Field — o terminal de carga da região industrial, a pista mais longa fora de Northridge e a mais arriscada de todas.
  • Oasis Airstrip — a faixa de terra batida do deserto, onde só se voa ao amanhecer, antes que as térmicas mordam.

Há, porém, uma regra que nenhum piloto de Northridge quebra: o norte só se alcança por terra. Na Contaminated Zone, as Nanostorms destroem turbinas em minutos; na Dead Zone, instrumentos e rádios simplesmente morrem — não existe contrato que um piloto aceite para voar às cegas; e perto da Core Relay Station, a Rede derruba qualquer coisa que voe. Nem New Haven escapa: seus arranha-céus ainda exibem heliportos intactos, mas pousar em território vigiado por The Warden e patrulhado por Synced é troca certa de uma aeronave por um enxame. Quem pergunta por um voo ao norte, em Northridge, paga a rodada e muda de assunto.

Riscos do céu

Voar é a forma mais rápida de atravessar o mundo — e uma das mais perigosas. As Relay Surges embaralham bússolas, rádios e instrumentos sem aviso, e mais de uma aeronave desceu em campo aberto navegando apenas por rios e cordilheiras. Pior: um avião no céu é visível para toda a rede. Os pilotos falam pouco sobre isso, mas todos conhecem histórias de voos que atraíram a atenção de The Harbinger e nunca chegaram ao destino. Por isso as decolagens acontecem de madrugada, os planos de voo mudam na última hora e nenhum piloto aceita transportar qualquer coisa que emita sinal.

O hangar lacrado

No canto sudeste do complexo há um hangar que os próprios pilotos não abrem. As portas foram soldadas por dentro em algum momento antes da chegada dos primeiros assentados, e ninguém encontrou outra entrada. Uns dizem que guarda uma aeronave experimental da era pré-colapso; outros, que Hale mandou selar ali o que restou de um projeto da Black Signal que não devia decolar nunca. Os veteranos de Northridge têm uma regra simples a respeito: quem bate naquela porta paga a própria bebida — e quem insiste em abri-la voa sozinho.